sábado, 3 de novembro de 2012

SENHORINHAS

Agora sim, é oficial, 23 anos depois vou voltar a casa. Ao lar onde fui imensamente feliz.

Nesta altura de tanta satisfação,  é justo que faça aqui alguns agradecimentos:
em primeiro ao Senhor Vinton Cert por ter permitido a existência da Internet, essa nova e fantástica forma de comunicação onde, sem dispender muito tempo, posso estar ligada a toda a gente.

Ao meu querido "doido" mentor duma doida ideia, e que me desafiou a juntar aquele pessoal mais doido ainda num jantar, em que até ele duvidava que tivesse uma tão grande adesão, como se veio a constatar.

Atras do jantar, veio a dia em casa do professor, e atras do dia em casa do professor veio a ideia de lhe fazermos uma surpresa, e vieram de novo os treinos, e veio ao de cima aquela vontade louca de voltarmos a estar juntas todas as semanas.

E destas imensas vontades, choveram telefonemas, mails, encontros, até que finalmente conseguimos a tão ambicionada reunião, onde ficou decidido e assente o nosso regresso.

E já está... segunda feira, eu e as minhas irmãs, voltaremos a ser as Senhorinhas do Sporting



quarta-feira, 21 de março de 2012

MEU GRANDE FDP

Acabei de ver o maior sofrimento dum ser humano
Acabei de ver onde pode chegar um desespero duma mãe
Acabei de chorar lágrimas de sangue

Acabei de resolver o meu dilema com Deus:
Se existes (que eu prefiro acreditar que não) és o maior filho da puta

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012



"A imaginação é o inicio da criação. Imagine aquilo que deseja, deseja aquilo que imagina, e finalmente cria aquilo que deseja."

George Bernard Shaw

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A MELHOR CANÇÃO QUE O PLANETA TERRA JÁ OUVIU



Fazia hoje 65 anos o Homem que encheu estádios e cativou o publico como mais ninguém conseguiu...
Li, não me lembro onde, a melhor definição deste extrordinario musico:
"Freddie Mercury é o Rolls Royce do Rock"

Ouvir-te-ei sempre.
OBRIGADA

sábado, 3 de setembro de 2011

Não controlo as outras vontades



A vida tem coisas que me deixam a pensar...

Acontece-me sempre que fico sem entender que se passou. Pergunto-me: "mas que raio foi aquilo?".'

Só pode ser aquela treta a chamam Destino, que se calhar, de treta nada tem. 
Sei que as coisas não têm necessariamente que acabar. Sei o que tive e tenho para dar. Sei ate onde posso ir. Sei aquilo que não quero. Sei como faria se as vontades mo permitissem.
Mas sei também que não é apenas a minha vontade que conta. Raramente acontece como eu quero, como eu gostava. Mais raramente ainda, querem o que eu quero, gostam do que eu gosto. 
Nem sempre quem desejo me deseja como eu sonho. Que posso eu fazer?
Fico a pensar, em profunda confusão e contradição, à procura de sinais que me ajudem a encontrar respostas. Sinais e respostas que até podem estar ali mesmo, no sitio do costume. Ou podem estar acolá, noutro lugar que não fui.
O que podia trazer, foi o que já fiz, e isso também nada trouxe.
Lamentar não trás nada nem ninguém de volta.

Venha o vento levar-me as lembranças!
Venha a chuva lavar-me a alma!
E depois venha a vida mostrar-me o que ainda não sei, e quero perceber!


sábado, 23 de julho de 2011

Os Princípios do Fim

Esquece-te de mim, Amor,
das delícias que vivemos
na penumbra daquela casa,
Esquece-te.
Faz por esquecer
o momento em que chegámos,
assim como eu esqueço
que partiste,
mal chegámos,
para te esqueceres de mim,
esquecido já
de alguma vez
termos chegado.
António Mega Ferreira

DA DIFICULDADE


Não faço o que quero
faço o que posso.
E o que posso passa
pelo passo da dificuldade.
Palavras tenho poucas,
duras, despidas estacas,
complicando a minha escolha.
Ermas e perfiladas
ergo-as ao sol na vertical
e são monótonas e dão sombra.
Com elas levanto quatro nuas
paredes, um tecto em forma
de prece. Dificilmente
construo uma casa fácil
Fácil é fazer difícil,
difícil fazer o fácil.
Rui Knopfli

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Genial, digo eu...que gosto de dizer coisas

"O QUE SEMPRE SOUBE DAS MULHERES, MAS TIVE À MESMA DE PERGUNTAR

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que te tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de bondade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos - elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

(Crónica de Rui Zink, professor e escritor, no jornal gratuito, O Metro. Publicada a 
8/03/2010.)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AI QUE JÁ NÃO ME ALEMBRAVA DISTO

Sobre a amizade e os amigos muito se tem escrito, das formas mais variadas e inusitadas: textos em verso ou em prosa, pensamentos, frases soltas, citações de quem se imortalizou,  eu sei lá quantas mais maneiras...
Porém, difícil para mim, é descrever as alegrias do reencontro entre amigos de infância e de adolescência.
Por que será assim tão impossível dizer-se esses reencontros? 
Como descobrir as palavras certas que descrevam os momentos de ansiedade que antecedem esses reencontros, a alegria que se tem quando eles acontecem e, principalmente, como explicar o regresso ao passado que se faz - qual passageiros de uma máquina do tempo - tornando-nos outra vez aqueles meninos que ficaram lá atrás, no tempo?
Pois eu, neste passado recente, tive o privilegio, a alegria e a felicidade de passar por vários desses momentos.
 É verdade! Reencontrei amigos,  com os quais já não estava nem falava, vai para quanto? 20, 30 anos. E essa alegria e essa agitação de tornar a estar com eles, é indescritível! 
É um doce regresso ao passado, no qual a memória nos volta a trazer os sentimentos, as cores e até os cheiros, que julgávamos já perdidos para sempre. É conseguir repetir, a mesma alegria do passado, ao recordarmos os velhos lugares, as velhas aventuras, que se tornam recentes outra vez e transportar com elas a agitação, as cores e os cheiros dessa altura. 
É ser menina outra vez e sentir a mesma inocência de então. É o cada um de nós fazer, ano por ano, o resumo do que foi a nossa vida para o outro nosso amigo, e poder sentir o genuíno interesse com que ele segue o nosso relato. 
É tudo isto e muito mais para as quais palavras não sei, que persiste e que me agitam, antes e depois de cada reencontro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

FERIAS



Estou de ferias em Lisboa.
Azar dirão uns milhares...
Sortuda dirão uns milhões...
É que Lisboa tem de facto muito encanto. Canta-se e pinta-se Lisboa... mas, ninguém fala da praia. Viver em Lisboa, é ter a praia aqui ao lado. É ir a banhos a qualquer hora. Para tal, basta apanhar o comboio, e em dez minutos, já estamos na estância balnear. 
Eu sempre fui à praia, cresci a ver o mar. 
Eu e o mar, somos namorados de longa data, desde criança que mantenho esta relação. Sazonal,  ocasional, liberal, sem ciumes, sem posses, sem cobranças. 
Somos amantes de verão. 
Quando o calor aperta, lá estamos nós... inseparáveis. E posso chegar sozinha ou acompanhada que ele recebe-me sempre de braços abertos, a qualquer hora, nem preciso de pré-avisar. Está sempre lá. Basta -me aparecer. 
Hoje, depois do genuino exagero,  estivemos juntos ao final da tarde

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Minhas amigas,
Tenho um anuncio a fazer-vos.
Vou deixar de me interessar por poetas e pintores
Vou procurar alguém simples,
do campo, que não fale apenas de amores.
Que trabalhe a terra,
que saiba zelar as flores.
Não com utopias, palavras e cores
mas sim quem a cuide diariamente 
Quem revolva a terra, 
quem olhe o céu, e saiba o que amanhã vou precisar
se de um carinho, de um mimo, 
ou de atenção
se o vento me fustigar. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GALDÉRIAS PORTUGUESAS VÃO SAIR À RUA

Não é não!



Tenho amigas que adoram usar micro-saias. Outras gostam de pôr o ombro de fora, em camisolas justas, sensuais. Eu própria sou adepta dos decotes e das pernas ao léu em vestidos vaporosos. Mas isso faz de mim "uma galdéria que está mesmo a pedi-las"? Não me parece. E faço minhas as seguintes palavras, do manifesto português:
"Se ponho um decote... Não é Não!
Se pus aquelas calças de que tanto gostas... Não é Não!
Se uso burqa... Não é Não!
Se durmo com quem me apetece... Não é Não!
Se sou virgem... Não é Não!
Se passo naquela rua... Não é Não!
Se vamos para os copos... Não é Não!
Se me sinto vulnerável... Não é Não!
Se sou deficiente... Não é Não!
Se saio com xs maiores galdérixs...Não é Não!
Se ontem dormi contigo... Não é Não!
Se sou trabalhadora sexual... Não é Não!
Se és meu chefe... Não é Não!
Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs... Não é Não!
Se sou tua paciente... Não é Não!
Se sou tua parente... Não é Não!
Se sou imigrante ilegal... Não é Não!
Se tenho relações poliamorosas... Não é Não!
Se sou empregada de hotel... Não é Não!
Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então... Não é Não!
Se és padre, imã, rabi ou pujari... Não é Não!
Se beijo outra mulher no meio da rua... Não é Não!
Se sou brasileira, cabo-verdiana, angolana ou de outro país que sofreu colonização... Não é Não!
Se tenho mamas e pila... Não é Não!
Se disse sim e já não me apetece... Não é Não!
Se sou empregada doméstica... Não é Não!
Se adoro ver pornografia... Não é Não!
Se ando à boleia... Não é Não!
Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM... Não é Não!
Se já abrimos o preservativo... Não é Não!
NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser claras".
Depois disto, a mim já não me resta dizer mais nada, a não ser: alguém ficou com dúvidas?
Paula Cosme Pinto (sapato nº38) (www.expresso.pt)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Foi à 25 anos...
As vezes que vi este filme...
As vezes que dancei esta musica....
Fabulastico


sexta-feira, 13 de maio de 2011

APETECE-ME REPETIR


Subitamente, sem que nada o fizesse prever
Entrou-me no telemóvel uma mensagem
Xadrez ...do mais puro
Onde para movimentar cada peça, temos de antecipar e adivinhar,
Essa outra jogada que o parceiro tem na mente
Saber intuir o desconhecido, não é fácil
Como eu gosto de imprevistos...
Algo inesperado, vindo não sei porquê
Levaste-me a sonhar, e o pensamento esvoaçou-me...
Desafios irrecusáveis...propostas tentadoras
Atraem-me...atrais-me
Não quero perder os bons momentos contigo, apenas por receio
Transformas-me...
E o magico repetiu-me

sábado, 30 de abril de 2011

SENHORINHAS

Ontem, jantar das meninas da ginástica!!! UI, que animação...
21 anos depois, lá estamos nós no mesmo jardim, onde nos reunimos no meu casamento, com o mesmo sorriso, com a mesma alegria, e com tanto a dizer.
No século passado, tínhamos o futuro à nossa frente.
Hoje somos o presente e já  gerámos o futuro próximo...
Quase todas somos mães. Quase todas somos ou fomos casadas, (algumas divorciadas, comme moi memme).  E quase todas somos o pilar da família.
A ginástica formou-nos, moldou o modo de estarmos no mundo. formou a nossa conduta.
É trabalhar nos limites, com um sorriso nos lábios, a transbordar de elasticidade, tenacidade e elegância.
Continuamos a fazer os flick-flack's, os mortais, para a frente e para trás, a dançar, sem que ninguém note todo o esforço que é necessário. Facilmente fazemos uma espargata, e colocamos um pezinho de Cinderela com sapato de cristal, na rua, no trabalho, lindas, bem maquilhadas, com charme e chiques, e o outro em casa, onde somos mães e donas da casa.
Pelo caminho, ainda vamos dando umas valentes cambalhotas...

terça-feira, 26 de abril de 2011

E pronto...
É oficial...
A deusa dos sapatos não quer nada comigo.
Sempre que encontro aqueles sapatos especiais... não existem no meu numero.
Lá estavam eles... lindos... fantasticos... na montra, a rirem-se para mim.
Entrei, perguntei à menina, tem aqueles gorgeous em 36?
Não, diz-me ela, como se o 36 fosse tamanho de alien...só temos apartir do 37, mas olhe que é um 37 pequeno, são capazes de lhe assentarem muito bem.
Ainda hesitei... tão giros, será que se experimentar, não ficarão um bocadinho, nem que seja só um bocadinho bem???
Não, (pensei eu para com os meus botões de madrepérola) ou é o meu numero, ou então, nem a vale a pena o trabalho de os colocar no meu pezinho.
Ainda os levo, por impulso, e depois, só os uso uma vez...
Para quê, para chegar à conclusão que não era a minha forma???

domingo, 24 de abril de 2011